quarta-feira, julho 19, 2006

Superman - O Retorno, de Bryan Singer (2006)

Olá a todos!
Tudo bem? Espero que sim!

Aqui quem escreve pra vocês é o Lucas, sobrinho do Luiz Henrique. Ele saiu em viagem agora a noite pra se tratar de uns problemas de saúde que ele tem, e pede para que eu peça desculpas pra todos vocês por não estar vindo sempre escrever aqui.

Mas deixou recado!


"Amigos,

Desculpem-me. Estou tendo de me tratar constantemente, quase nunca tenho tempo para entrar na internet. E escrever para o blog, então... e comentar, pior ainda! Dia desses, antes de me retirar da net, conversava com o Dilberto Lima Rosa, e dizia sobre minha crise de bloqueio criativo. Não conseguia escrever sobre nada. Foi dificl escrever sobre Superman Returns, mas consegui alguma coisa que, apesar de não me agradar muito, estou postando aqui. Espero que gostem.

Um abraço!
Luiz Henrique Sampaio Oliveira, conhecido também como O Editor."


E eu coloco aqui o texto dele sobre Superman Returns.
***
Superman – O Retorno
(Superman Returns, 2006)



21h40m. São dez minutos de atraso até que as luzes se apagassem, e finalmente a imensa tela branca em minha frente se enchesse de cores e luzes e imagens. Eu estava ali assumidamente sem vontade, é necessário que eu confesse. Estava naquela sala, naquele domingo, somente por causa do meu sobrinho mais velho, que quase me arrastou pelo braço para ver o filme. Pois bem. Os trailers passaram, o filme estava começando. Me ajeitei na confortável poltrona vermelha do Cine Itapetininga – I, onde eu estava. Warner Bros., Legendary, DC Comics. De repente, a voz inconfundível daquele que talvez tenha sido um dos maiores ícones do cinema. Marlon Brando discorre seu monólogo sobre a importância que o filho de seu personagem terá na humanidade. Uma explosão, um arrepio me sobe a espinha. Ao fundo, uma trilha sonora que eu reconhecia de muitos anos atrás. Da minha infância. Uma trilha que vai crescendo à medida que os créditos aparecem durante uma viagem astronômica que a câmera faz. Crescendo, crescendo, crescendo. Eu reconhecia aquele toque que se fazia ouvir cada vez mais. Até que um logo aparece na tela, a famosíssima trilha do mito John Williams atinge seu ápice. O símbolo do herói, imenso, em minha frente. Foi uma das pouquíssimas vezes em que eu tive consciência, dentro de uma sala de cinema, que eu estava presenciando um momento histórico. E foi uma das raras vezes em que eu me emocionei sinceramente numa sessão. Foi assim que vi, pela primeira vez, Superman Returns.

Essa retomada da série do Homem de Aço causou alvoroço no meio cinematográfico, principalmente depois da noticia que Bryan Singer, diretor meticuloso da franquia dos mutantes X-Men, havia “pulado a cerca” e topado dirigir o quinto filme do Superman. Muita gente não botou fé, depois da escalação de Brandon Routh para o papel principal. Quem poderia substituir o carismático Christopher Reeve? Quando anuciaram o nome desconhecido de Routh, poucos ainda acreditavam no sucesso, mesmo tendo no elenco ainda nomes estelares como Kevin Spacey, Eva Marie-Saint, Frank Langella, entre outros. Foi o filme mais aguardado deste ano, acompanhado da terceira parte do X-Men e do Código Da Vinci. E, para minha surpresa, este é o melhor dos três citados.

Depois de um sumiço de cinco anos, Clark Kent (ou melhor, Superman) volta para a Terra, esperando reencontrar a mesma vida que tinha antes de partir. Mas, ao retornar, encontra tudo muito diferente: as pessoas se acostumaram a viver sem a ajuda dele; e o principal: Louis Lane, seu grande amor, está casada, tem um filho, e ganhou um Prêmio Pulitzer por um artigo intitulado “Por que Nós Não Precisamos do Superman”. Mas, ao mesmo tempo em que se confrontava com seus problemas pessoais, Lex Luthor planeja mais uma vez tentar enriquecer e se apoderar do mundo, bolando um engenhoso plano para acabar com a Terra no planeta, obrigando todos a comprar as terras que ele está criando com a ajuda de um misterioso cristal tirado da Fortaleza da Solidão, antigo esconderijo do herói. Agora, Superman tem que voltar a ação para impedir os planos de Luthor, ao mesmo tempo que tenta se adaptar a nova realidade, reconquistar o grande amor de sua vida e deparando-se com vários contratempos e algumas grandes surpresas no seu caminho.

A direção de Singer é extremamente fiel ao filme original, dirigido por Richard Donner (que dirigiu recentemente o filme “16 Quadras”, com Bruce Willis). Mas, depois do êxtase da abertura do filme, me deparo com erros crassos no roteiro, que tenta ser fiel ao máximo ao primeiro filme, mas ignorando o resto da cinessérie; o que causa problemas àqueles que viram todos os filmes. Dá um certo desconforto. Mas indiscutivelmente, as cenas com efeitos visuais são belíssimas, competentes e completamente admiráveis. Uma das proezas iniciais do herói depois de seu retorno, num avião, é de tirar o fôlego.

É uma pena que Spacey e Marie-Saint sejam tão pouco utilizados. Eu ainda acho que o ator de “Beleza Americana” e “Os Suspeitos” tinha tudo pra ser um Lex Luthor perfeito, julgava-o perfeito para o papel. Mas, devido as poucas cenas em que aparece, essa expectativa caiu por terra. E a outra, veterana atriz premiada com o Oscar, aparece em três cenas. Só. Logo, não há o que se comentar.

Talvez o excesso de zelo tenha prejudicado um pouco o filme. Os atores principais não convencem. Bom mesmo é rever Marlon Brando, com falas cortadas de sua participação no primeiro filme da cinessérie repostas aqui. Mostra, sem sua presença física mas com o poder de sua dicção, porque foi um dos maiores de Hollywood. Arriscaria dizer que ele é o melhor ator do filme.

Por fim, me resta dizer que apesar do começo apoteótico, o filme me decepcionou em vários pontos. Mas, é infinitamente melhor que as partes III e IV da série. Só acho que poderia ter sido um pouco mais coerente. Mas, aconselho verem o filme e tirarem suas próprias conclusões. É um daqueles filmes em que cada um tem a sua visão específica sobre a história. Meu sobrinho adorou. Eu, nem tanto.


Uma nota?
8,9/10
***
Tchau!
O sobrinho do Editor, ouvindo As Minas do Rei Salomão, do Raul Seixas.
PS: A comunidade que eu fiz pro meu tio, no orkut! Se quiserem entrar, o link é esse aqui, ó:

13 Comments:

Anonymous André said...

Oi Luiz, td bem? Espero q as coisas se ajeitem por aí. Gostei de sua crítica. Apesar das ótimas críticas que o filme vem recebendo, não achei isso tudo não. Foi apenas um bom filme. Senti que o roteiro poderia ter sido melhor. Aproveito para convida-lo a participar da comunidade que criei no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=17339214
Abraços!

julho 20, 2006 2:50 PM  
Anonymous Sergio said...

Olá, Luiz!

Mais que o Michael Keaton , o Christopher Reeve deixou uma marca com o persobagem Superman...será dific bater.

um abraço e feliz dia do amigo

julho 20, 2006 8:51 PM  
Anonymous Mutatis Mutante said...

Luiz , espero que você já tenha melhorado. E gostei do teu ghost-writer , teu sobrinho.

Abração!

julho 21, 2006 6:23 PM  
Blogger Gustavo H.R. said...

Saudações, Luiz Henrique!
Não foram todos que se empolgaram com o filme mesmo, tanto que ele nem foi um grande estouro de bilheteria.
É pena ler que atores consagrados como Spacey e Eva Marie-Saint não tiveram todo seu potencial aproveitado. Enfim, nem tudo há de ser perfeito.
Não vi o filme ainda, porque passa só dublado aqui onde moro.

Cumps.

julho 22, 2006 8:39 AM  
Blogger Marco Santos said...

Grande Luiz! Espero MESMO que o seu problema de saúde não seja nada de grave. Cuide-se, amigão!
Sobre o nosso velho escoteiro azul, vi-o ontem e resolvi fazer um post pra ele também, no meu estilo Antigas Ternuras, é claro.
Um grande abraço e tudo de bom pra você.

julho 22, 2006 10:30 AM  
Anonymous Roberto Queiroz said...

Ainda não consegui assistir a Superman - O Retorno. Fui vencido essa semana por filas quilométricas. Mas, persistente que sou, tentarei de novo esta semana. Não acredito que seja mais difícil do que foi assistir Titanic. Enquanto não tiver visto o filme, prefiro guardar minhas opiniões. Retornarei aqui em breve para emitir minhas considerações. Abraços do crítico da caverna.

julho 22, 2006 3:44 PM  
Anonymous Sergio said...

Olá, Luiz!

Bom fim de semana

Um abraço

julho 22, 2006 5:53 PM  
Blogger Dilberto said...

Concordo em parte com você, amigo e primo (obrigado pela "menção honsrosa" no início do texto!), e pena que você não se tenha empolgado como costuma fazer em filmes menores, como Armaggedon... Ops! Rs. Mas realmente, o zelo, em muitas passagens, é demasiado e prejudica o ritmo do filme, juntamente com os buracos do roteiro! Mas nada que uma homenagem em deferência tão bonita como esta não se sobreponha! Gostei muito! Mas não entendi qual a nota que deste, afinal... Grande abraço e que bom que a "crise" acabou - agora comenta!!!!!!!!

P.S.: E não deixe de participar da Penúltima Reunião da Família Morcegos! Tema: "o que dizer desta família virtual" - qual foi a melhor coisa desta brincadeira de um ano? O que mais você gostou: de um tema ou de um "parente" em especial, da homenagem nos Morcegos... Ah, nunca participou... Mas por quê?... Não deixe de se juntar a esta penúltima (o que acontecerá?! Acabará tudo?!) reunião, no próximo domingo, dia 30 de julho!

julho 23, 2006 9:32 AM  
Blogger Gustavo H.R. said...

Melhoras, Luiz! :)

julho 24, 2006 7:51 PM  
Anonymous Sergio said...

Olá, Luiz!


Bom fim de semana

Um abraço

julho 28, 2006 8:54 PM  
Blogger Advi Morena said...

Oi menino, manda uma boa sorte para ele em seu tratamento bjokas

julho 30, 2006 5:03 AM  
Anonymous Ed said...

Oi Luiz. estas "crises" acredito todo mundo tem. Às vezes tenho "branco total". Quero postar um filme, mas as palavras me fogem. Daí apelo para um outro, mas claro, acaba não ficando bom. Mas o que me importa é que o flog para mim é como um Hobby e daí, ser exigente demais, acaba estragando (rs). Ainda não vi o "Superman"... mas está na fila!!! Cuide-se. Abração. E abraços em v. idem, Lucas.

julho 30, 2006 5:50 PM  
Blogger Dilberto said...

O que terá acontecido com o "momento histórico da Família MOrcegos"?!?!

julho 30, 2006 8:42 PM  

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